segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Todo artista tem que ir aonde o povo está.

Para lançar essa questão nada melhor do que a música que tem este mote e esta frase como refrão: (podemos substituir as palavras tocar ou cantar por atuar que cabe perfeitamente o fazer teatral nesta música que é um exemplo da vida de um verdadeiro artista)

Nos Bailes da Vida
Milton Nascimento
Composição: Fernando Brant / Milton Nascimento


Foi nos bailes da vida ou num bar
Em troca de pão
Que muita gente boa pôs o pé na profissão
De tocar um instrumento e de cantar
Não importando se quem pagou quis ouvir
Foi assim

Cantar era buscar o caminho
Que vai dar no sol
Tenho comigo as lembranças do que eu era
Para cantar nada era longe tudo tão bom
Até a estrada de terra na boléia de caminhão
Era assim

Com a roupa encharcada e a alma
Repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se for assim, assim será
Cantando me disfarço e não me canso
de viver nem de cantar

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

CONFECÇÃO DE MÁSCARA

1. Proteção para os cabelos
2. Recorte do rosto e sustentação para o gesso
3. Aplicação do gesso
4. Negativo
5. Positivo
6. Depois de algumas etapas( que não foram registradas!)... pintura da máscara.
6. Utilização da máscara

domingo, 26 de outubro de 2008

APRESENTAÇÃO DA TURMA 81 DO MURIALDO no PALCO FARROUPILHA

"O Pagador de Promessas"

"Aurora da Minha Vida"

Preparativos!


“O próprio teatro ensina...”

Hoje (22.10.08) foi a manhã da apresentação no “II Palco Farroupilha”, os alunos da turma 81 do Colégio São José de Murialdo se prepararam durante os últimos dias com muita dedicação e entusiasmo. Ontem, já era de tardezinha quando os últimos deixaram a escola depois de terminar os detalhes da pintura do cenário.
Hoje chovia a cântaros e não tinha luz quando chegamos na escola para nosso deslocamento. Já pelas escadas os alunos iam me encontrando e bastante ansiosos faziam perguntas de todos os tipos, como: que horas vamos sair? Como vamos colocar o cenário? Posso usar essa blusa? Não consegui fazer o chapéu? Não tem durex? etc.
Eu tentando manter a calma ia respondendo conforme a necessidade, mas tenho consciência de que este era um bom momento para estimular a autonomia e a responsabilidade deles. Claro que alguns retrucavam quando eu dizia: decida você! Você pode! Cada um cuida das suas coisas!
E assim fomos, recolhi as autorizações, falei com alguns pais pelo telefone e descemos para pegar o tão trabalhoso cenário (eles insistiram em fazer uma igreja com quase dois metros e levar!), mas o ônibus não tinha um bagageiro que comportasse... Para mim isto não era uma novidade, eu já estava esperando por isso...Então, decidi: não vamos levar, vai só o bar e colocamos a parte de cima da igreja transformando o cenário.Frustração geral! Eles não entendiam a cena sem o cenário.
Eles ainda insistiram, queriam que uma mãe que estava lá conseguisse uma camionete, eu dei a ordem e sinalizei: Pessoal, vocês vão ver, teatro é imaginação, basta dar a sugestão com o cenário que todos entenderão o que queremos dizer, mostrar. Mas eles ainda presos no material não queriam deixar para trás o cenário. Mas deixamos... Eu na chuva com ajuda de alguns deles consegui colocar o bar que seria transformado em igreja e pegamos os outros acessórios. Assim, fomos!
O Colégio Farroupilha é próximo, mas o clima até lá ainda estava apreensivo, eles estavam com medo, medo de “pagar mico”, afinal, o cenário havia ficado pra trás... a idéia renascentista de cenário ainda é forte em nós. Incrível como essas referências transpassam gerações, não sei como nem por onde. Ou no caso seria a televisão e todo o seu realismo a nova referência?
Eles estavam com medo que desse algo errado, medo de como era este outro lugar, quem iria assistir, o que iria acontecer no momento mágico do teatro.
Chegamos!
Fomos recebidos com um camarim só nosso, os alunos se ambientavam na outra escola que nos recebeu com uma infra-estrutura realmente invejável. Agora sim eles perceberam que o negócio era sério e organizado. Ficaram mais apreensivos ainda!
Pedi para que cada um colocasse seu figurino, arrumasse suas coisas e depois desceríamos para assistir os outros grupos. Enquanto isso, eu tentava dar uma cor à nova igreja com os bons e velhos tnt´s. Além de fixar a imagem de São José que além de fazer parte da nova igreja improvisada como cenário, foi sem dúvida o nosso protetor e ajudou para que tudo corresse melhor ainda do que o esperado.
Todos muito afoitos queriam ver a escola, descer, entender onde estavam, etc.
Descemos, alguns ficaram fazendo maquiagem e tal. Subimos, fizemos os últimos preparativos, descemos prontos. Sentamos, assistimos um grupo.Enquanto assistiam, continuavam questionando, mas eles não tem nem cenário, mas a história é boa, é muito mais longa do que a nossa. Ai, sora, estou com dor de barriga!
Depois desta apresentação era nossa vez de ocupar o camarim, o tempo pareceu passar mais depressa, tentei combinar tudo com eles e deixá-los calmos. Eles estavam organizadíssimos, inclusive conseguiram até ensaiar mais umas vezes no camarim. Ali, já começavam a entender (depois de ter visto o outro grupo!) de que era necessário mesmo falar alto, de que a cena tinha que ter um ritmo mais lento, de que poderiam preencher mais com exageros dos personagens, que poderiam aparecer mais, fazer o teatro acontecer por meio daquilo que é sua essência, ou seja, o ator, a interpretação e a imaginação.
Chegou a vez deles! Tudo muito rápido. Tudo pronto. Um círculo, uma concentração, MERDA!! Eu assisti a tudo e abri as cortinas para os jovens alunos brilharem. Foi com certeza a melhor vez que fizeram a cena, tudo deu certo, tanto no primeiro quanto no segundo grupo.
No segundo grupo, depois das marteladas no cenário improvisado, o grito de MERDA e o som da capoeira tomaram a cena, contagiando os espectadores. Ao final, os abraços, sorrisos e gritos de 81,81, tomaram conta do espaço e depois de receberem os certificados e os botons dados pela organização do festival, saem orgulhosos, repetindo que querem fazer teatro mais e mais, de que foi ótimo e tal! Além de entenderem através da própria experiência que cenário, figurino ou qualquer outro elemento é supérfluo no teatro, pois, o que realmente vai importar é a presença deles mesmos, “o homem diante de outro homem” e sua vontade. Essa foi uma lição dada hoje pelo próprio teatro.

PARABÉNS QUERIDOS ALUNOS DA TURMA 81!
O TEATRO FICA AGRADECIDO COM O EMPENHO E DEDICAÇÃO DE TODOS!
VOCÊS ARRASSARAM!!
ATÉ A PRÓXIMA!


terça-feira, 21 de outubro de 2008

" II PALCO FARROUPILHA"

No dia 22 de outubro os alunos da turma 81 do Colégio São José do Murialdo irão apresentar no "II Palco Farroupilha" (evento realizado pela escola de mesmo nome) duas cenas produzidas em conjunto nas aulas de Teatro e de Português.
Uma cena é baseada no texto "Aurora de Minha Vida" de Naum Alves de Souza e a outra no "Pagador de Promessas" de Dias Gomes.
Vale ressaltar o empenho de alguns jovens alunos engajados com o esta apresentação: Desirree, Gabriel, Andressa D., Bruno, Jordana, Luciano, Andressa C., Ben-Hur, Gisele, Guilherme, Camila, Carolina, Waleska, Larissa, Allan, Eduardo S., Gustavo, Hellen, Peterson e todos os outros da turma que ajudaram nem que seja só por um instante...
Sem vocês nada seria possível!!

MERDA!!!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O MURO entre o Teatro e os Jovens A RELAÇÃO

MURO Vê-se neste entremez de enredo obscuro que eu, de nome Snout, represento um muro, um muro, podeis crer – coisa estupenda! – que apresenta um buraco, frincha ou fenda, por onde Tisbe e Píramo a amargura reclamavam da vida, a sorte dura. Estas pedras e esta áspera argamassa dizem que muro eu sou, muro de raça, e este é o buraco, de um e de outro lado, por onde fala o par enamorado.

(Cena do "Sonho de uma noite de verão" na peça Milkshakespeare, Grupo de Teatro Bah! - Esteio)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Em Cena: Eles!








Improvisação Melodramática
Novela Mexicana

"Episodio hoy : La Carta!"





Reflexão sobre o trabalho









(Alunos da Oficina de Iniciação Teatral na Casa de Cultura de Esteio - Turma de Quinta-feira - Junho 2008)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Responda!

1. Tu lembras da primeira peça de teatro que assististe? Quando foi isto? Tens alguma lembrança deste espetáculo?

2. Conte alguma experiência feliz que você teve e que estava ligada de uma maneira ou de outra ao teatro.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

"CoraçõeS e MenteS:
Um estudo acerca das possibilidades de relações dos jovens e o teatro"

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Afinal, o que é TEATRALIDADE?


Vocês, artistas, que fazem teatro em grandes casas, sob a luz de sóis postiços, ante a platéia em silêncio, observem de vez em quando esse teatro que tem na rua o seu palco: cotidiano, multifacetário, inglório, mas tão vivido e terrestre, feito da vida em comum dos homens – esse teatro que tem na rua o seu palco. (...) Oxalá possam vocês, artistas maiores, imitadores exímios, não ficar nisso abaixo deles! Não se afastarem, por mais que se aperfeiçoem na arte, desse teatro que tem na rua o seu palco! (Brecht, 2000, p.235)

Estaria Brecht em sua colocação nos incitando a exercitarmos nosso olhar para o cotidiano imprimindo neste uma certa teatralidade?

Num primeiro momento cabe ressaltar que esta definição se faz cada vez mais importante nos dias atuais, pois trata de delimitar o que diferencia o teatro do cotidiano, dos outros gêneros e artes, e as distinções formais entre as práticas (apesar dessas especificidades não ocuparem fronteiras tão desenhadas que sejam definidas com facilidade). Porém, as indagações e desdobramentos sobre este conceito, nos levam sem dúvida a repensarmos e redefinirmos nossa prática e nosso olhar sobre o fazer teatral.

Entendendo o teatro como artefato de representação ou interpretação de si mesmo, uma de nossas jovens entrevistadas, distingui teatro da vida, mas consegue percebê-lo em seu cotidiano, dizendo que: “Qualquer representação é teatro. Se tu chegar e estiver representando alguma coisa que não é bem você, é teatro, até no dia-a-dia” (Natália)

Frente a estes cruzamentos, podemos então nos remeter a origem grega da palavra teatro, o theatron, que segundo Pavis (1999, p. 372) revela uma propriedade esquecida, porém fundamental, desta arte: é o local de onde o público olha uma ação que lhe é apresentada num outro lugar. Por sua vez o teatro possibilita um ponto de vista sobre um acontecimento, um olhar, um ângulo de visão. Este deslocamento provoca uma fricção da relação entre olhar e objeto olhado, que fissura aquilo que denominamos de real, abrindo a entrada para possibilidades de outros reconhecimentos deste mesmo real, através da construção de um novo olhar que estabelece: a teatralidade.

Já na fala de um dos nossos entrevistados a questão do ponto de vista fica bastante claro: “Acho que teatro não tem idade. Porque a maior parte do teatro é de acordo com o ponto de vista. Jovem não tem idade, mas acho que também não tem idade pro teatro, qualquer idade pode ver. (...) Tem várias formas de tu interpreta uma peça. Isso vai da cabeça de cada um, então de acordo com a idade, com a maturidade, com as características das pessoas pode ser interpretado de um jeito ou de outro. Acho que teatro não tem idade, porque dependendo do ponto de vista do espectador a peça muda”. (Augusto)

Sendo assim, a teatralidade residia no nosso olhar e faria parte do exercício da imaginação, onde nos permitimos ser os outros, perceber o mundo a partir dos outros e vislumbrar mudanças possíveis. Seria um ato consciente, que faz emergir tanto do dia-a-dia como da ficção, um espaço imaginário que compreende sem distinção comportamentos, acontecimentos, corpos e objetos.

Definimos que “a condição da teatralidade seria, pois, a identificação (quando ela foi querida pelo outro) ou a criação (quando o sujeito a projeta sobre as coisas) de um espaço outro que o do cotidiano, um espaço que cria o olhar do espectador.”( Feral, 1988, p.6)
A teatralidade surge na modificação das relações entre os sujeitos, o outro se torna ator (pois manifesta-se como tal), ou porque o olhar do espectador assim o define. Ela permite ao sujeito que faz, como aquele que olha, a passagem do aqui a outro lugar.
Para nosso jovem Augusto teatro “é tu mesmo extravasar, mudar tuas emoções para melhor. Teatro é saber passar essas emoções para as outras pessoas que estão assistindo”.

Dentro desta idéia, a teatralidade é, antes, o resultado de uma dinâmica perceptiva, a do olhar que liga um olhado (sujeito ou objeto) e um olhante (também criador).
Como nos conta a jovem Natália “fazer teatro a gente sempre faz. Qualquer coisinha, né?! A gente entra no quarto, já faz aquele teatro: - Ai, mãe não sei o que... começa a chorar porque quer alguma coisa. Isso pra mim é teatro. Quando eu vou no super e a mãe não quer me dar alguma coisa a gente sempre faz aquele teatro. Várias vezes eu já chorei para conseguir alguma coisa, pra me fazer de coitadinha e coisa assim.”

Então, a teatralidade, estaria ENTRE a presença de um ser humano frente a outro da mesma espécie?

Porém, no caso, um deles (o ator) deveria estar permanentemente em contato com a totalidade do seu corpo, sendo mais “sensível”, reconhecendo que é fundamental estar “presente”, mesmo sem “fazer” nada?
Ou deveria o outro transformar o que vê, possibilitando neste encontro uma modificação do olhar, reconhecendo ali a teatralidade?
Ou por sua vez o que importaria é a verdade do momento presente? Seria a teatralidade uma convicção absoluta que só pode emergir se ator e público entram em conexão?

Novamente nos deparamos com o olhar, atribuímos a teatralidade ao olhar, a algo impalpável, mas que nos projeta no mundo sensível, provocando estados, ativando imagens, manifestando algo oculto e misterioso.

Este olhar nos permitiria recriar, voar através da realidade imaginária, transpondo limites físicos e psíquicos, explorando e avançando para além das convenções de espaço e tempo. Essa exigência é necessária para todas as artes, afinal, elas pedem um desprendimento, uma generosidade para percebê-las e senti-las de fato. Elas aguçam nossos sentidos e provocam sensações diversas somente se nós a permitirmos.

Por fim, aguçar este olhar seria despertar algo que já reside no indivíduo: a teatralidade. Revelando-a como uma colaboração do sujeito em relação ao mundo e ao imaginário.

Mas, afinal, o que é teatralidade?


BIBLIOGRAFIA:

BRECHT, Bertold. Poemas 1913-1956. Trad. Carolina Araújo. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.

PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. Trad. J. Guinsburg e Maria Lúcia Pereira. São Paulo: Editora Perspectiva, 1999.

FÉRAL, Josette. A teatralidade. Trad. Francine Roche. In: Poétique, Revue de Théorie et dánalyse littéraires. Ed. Seuil, número 75, setembro, 1988.


[1] Entrevistas realizadas em dezembro de 2007 com LUANA, 19 anos, estuda Hotelaria-ênfase em Turismo no SENAC; NATÁLIA, 16 anos, estuda no Segundo Ano do Ensino Médio do Colégio Aplicação da UFRGS e AUGUSTO, 16 anos, estuda no Segundo Ano do Ensino Médio do Colégio Aplicação da UFRGS. Todos têm contato com o teatro como espectadores e como alunos, atores através da Escola ou de Cursos de Formação. Os nomes utilizados são fictícios.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

ATACAR!


Eles estão prontos para enfrentar a magia do "momento-presente" no teatro.









Suas armas não deixam escapar nenhum segundo dos preparativos até a cena...









Eles usam câmeras, i-pods, celulares...
Tudo para tentar registrar a efemeridade do TEATRO.




(Alunos da Oficina de Iniciação Teatral na Casa de Cultura de Esteio - Turma de Terça-feira - Abril 2008)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

TEATRO?

MANIFESTAÇÃO? INTERVENÇÃO?

JUVENTUDE?

( Primeiro semestre no DAD - UFRGS / 2000 - RU Saúde)
"Teatro é uma palavra tão vaga que ou não significa nada ou só cria confusão, porque quando alguém fala sobre um aspecto logo vem outro falando de algo completamente diferente. É como falar sobre a vida. São termos amplos demais para terem significados."

(BROOK, PETER. "A Porta Aberta: reflexões sobre a interpretação e o teatro." Trad. Antônio Mercado. RJ: Ed. Civilização Brasileira, 1999, p.64)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O que é teatro? Breves definições...

"Teatro pra mim é cultura e lazer, emoção, ai, várias palavras." Luana

"Qualquer representação. Se tu chegar e estiver representando alguma coisa é teatro, até no dia-a-dia." Natália

"Não sei definir teatro. Teatro é saber passar as tuas emoções pras outras pessoas que tão assistindo. É tu mesmo estravazar, mudar tuas emoções pra melhor. No teatro tu poder ser outra pessoa, poder querer ser quem tu quiser." Augusto

O que é ser jovem?

"Complicado. Agora a gente não tem mais uma visão pessoal do que é ser jovem. Eu acho que ninguém mais tem uma visão própria do que é ser jovem. Porque a mídia impõem muita coisa. O que é ser jovem? O que é ter um corpo jovem? O que é ter uma pele jovem? Hoje em dia é creme pra não sei o que, é plástica pra isso. Então, ser jovem é estar naquele exato corpo, naquela exata pele e se sentir assim. Jovem é os marginalzinhos, é os que não querem nada da vida, os malhadinhos. É isso que a mídia passa, entendeu? Hoje ninguém mais tem uma visão própria do que é ser jovem. Pra mim ser jovem é estar sempre brincando, se divertindo. Ser jovem é ter espírito jovem. Sair brincando, mesmo velho, minha avó tem espírito jovem. Ela faz tudo, ta sempre tentando ficar por dentro dos assuntos. Ser jovem pra mim é ser... aí eu não sei explicar." NATÁLIA

"Ser jovem é aproveitar tudo que a vida oferece. Não importa a idade que tenha. É aproveitar todas as oportunidades de tudo: de festa, de emprego, de tudo. Não se preocupar tanto com as coisas banais da vida, se preocupar só com o que merece ter preocupação. É saber se preocupar na hora que tem que se preocupar, no caso, ter uma pontinha de responsabilidade na hora que tem que ser sério, saber rir na hora que é engraçado e saber a hora de parar de rir na hora de encarar a vida de frente, porque chega um momento que a gente tem que evoluir, a vida nos obriga. Uma das horas é o vestibular, as vezes a gente não tá preparado. Então é hora de saber que mesmo não estando preparado, tu tem que obrigar a te preparar pra ti evoluir. As vezes tu não ta preparado pra encarar aquilo, mas é só encarando que tu vai ter preparação. Acho que isso é ser jovem: saber distinguir as horas.
Eu me considero jovem, mas não tenho tanta capacidade par discernir uma coisa da outra. As vezes acho que me falta um pouco de maturidade pra algumas coisas. O adulto esquece de ser feliz, esquece das coisas boas da vida, esquece das coisas legais da vida. Só se preocupa com trabalho, com dinheiro e o jovem não, como ele já não tem essa preocupação ele só pega a parte boa da vida. O ideal do adulto era ser um pouco jovem, não ter tanta preocupação." AUGUSTO

"Ser jovem é curtir a vida! Curtir o máximo da vida, é onde a gente pode tudo. Aliás, qualquer pessoa pode tudo em qualquer fase, mas eu acho que aproveitar, tu dar o máximo de si, pra depois no futuro tu ser alguém, pro seu sonho se realizar. Por exemplo, o meu grande sonho é construir uma família, ter filhos, arranjar um príncipe encantado e é isso. Então, eu estou aproveitando o máximo agora pra depois no futuro eu ser uma pessoa feliz e me dar bem. Eu com certeza me considero jovem, porque eu sou jovem. Porque eu tenho 19 anos, porque eu estou na faculdade, recém me formei no colégio. Estou começando agora a conhecer essa vida mais de adulta e estou tendo mais responsabilidade. Eu sou jovem, ai eu sou jovem, mas eu não sei porquê! (risos!) As vezes eu me sinto velha porque eu vou numa festa e já quero ir embora (risos), mas só assim eu me sinto velha, o resto eu me sinto jovem. E dou graças a Deus por isso, porque eu adoro essa fase." LUANA

quarta-feira, 2 de abril de 2008